"quando imersos no fel, muito estrago se faz com um pingo de mel. E é no sorriso que nos parece mais doce onde encontramos o veneno.
Tudo que faz sentir a gente inventa.Nunca é claro enquanto é tempo.
Sua capacidade de enganar foi o que te fez.
E por trás das suas atitudes genéricas, o que é que resta?"
10 de mai. de 2010
falta tempero no meu dia.
até o diferente traz um gole de monotonia.
Sei que não estacionei, na espera de uma chuva de alegria enquanto o seco da boca faz perdurar a amargura. Tenho tentado, todos os dias. E não em vão. Talvez se não contrariasse a lei de Murphy o céu de outono não seria ainda tão bonito.
Mas e quando parece que esgotaram-se as alternativas? já nem sei qual é o outro lado da rua pra fazer um caminho diferente, qual é o ônibus de sempre pra não encarar os mesmos pares de olhos. Cansei do gosto de todos meus amores, cansei das lembranças daqueles que não me deram tempo de enjoar. Cansei das minhas vontades insaciadas, cansei das paredes brancas e frias.
E aí? grande merda neh.
Gosto ainda de existir, nem que for pra sentir meu corpo anestesiado. E se viver for essa eterna espera por algo que faça sentir, acho que vou ter que inventar outro verbo pra explicar o passar dos dias no ritmo que alterna entre claro e escuro, junto com o ar que infla o peito e o coração que ainda faz aquele barulhinho discreto.
sabor de fruta mordida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
E algum veneno anti monotonia
E algum remédio que me dê alegria
E algum remédio que me dê alegria
Sei que não estacionei, na espera de uma chuva de alegria enquanto o seco da boca faz perdurar a amargura. Tenho tentado, todos os dias. E não em vão. Talvez se não contrariasse a lei de Murphy o céu de outono não seria ainda tão bonito.
Mas e quando parece que esgotaram-se as alternativas? já nem sei qual é o outro lado da rua pra fazer um caminho diferente, qual é o ônibus de sempre pra não encarar os mesmos pares de olhos. Cansei do gosto de todos meus amores, cansei das lembranças daqueles que não me deram tempo de enjoar. Cansei das minhas vontades insaciadas, cansei das paredes brancas e frias.
E aí? grande merda neh.
Gosto ainda de existir, nem que for pra sentir meu corpo anestesiado. E se viver for essa eterna espera por algo que faça sentir, acho que vou ter que inventar outro verbo pra explicar o passar dos dias no ritmo que alterna entre claro e escuro, junto com o ar que infla o peito e o coração que ainda faz aquele barulhinho discreto.
sabor de fruta mordida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
E algum veneno anti monotonia
E algum remédio que me dê alegria
E algum remédio que me dê alegria
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