25 de fev. de 2010

Eu não sei mais o que dizer pra espelhar os tantos nós que se fazem debaixo dessa cabeleira vermelha.
Tão menos pra explicar o ritmo com que tem falhado esse peito tão novo de tempo mas tão velho de chagas.
Já não sei quantos passos meus joelhos suportam antes de estourar de vez, nem quantas palavras ainda precisam me mutilar pra que alguém perceba que elas realmente machucam.
Não sei quantos berros saíram daquela garganta antes que o último me acordasse. Nem quantas vezes meus olhos ainda vão se abrir quando a luz tomar conta de todo o quarto.
Não sei se sei ao certo o quanto quero... se quero.
nem se espero.

não sei,
já não mais.

[Amandando.]

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