30 de jun. de 2010

Sinto-me um poço de confissões.
Jenny suspirava:

"sei lá de que cor me pintar hoje.
meus olhos tão ardidos e cansados que talvez sejam incapazes de distinguir preto e branco.
De volta à mesma sala branca e fria e os olhos vidrados em qualquer distração.
E, como sempre, ela depende de seres-humanos. Falhos, relapsos, doces, secos e cortantes.
A cafeína me mantém acordada. Mas parece que tanta coisa em mim já disse boa noite, há tanto tempo.
Se pudesse, me desligava por uma semana. Talvez tudo melhore se eu não estiver por perto. Talvez eu perca a memória, confunda com sonhos, ou simplesmente tudo passe. Tudo.
Talvez desfaça esse mesclado de agonia e vontade. Saudade-s.
Já não sei chegar ao desfecho com a cura pra aflição que me traz a essas palavras que eu sempre vomito. Ela costumava se soltar de mim quando a conseguia traduzir. Triste fim."

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