Tenho me sentido convidada, todos os dias, cada vez mais, a pular do ninho.
Estranhisse conformada, pra conseguir sobreviver.
Parece que cresço e já não caibo mais aqui. Paredes opressoras mas cansadas demais pra me conter.
E se me nego a cair fora, diminuo a cada grito sufocado no travesseiro velho de criança.
Faz parte. A gente é que sabe quando o calçado não serve mais, insistir em fazer caber é como querer voltar pra placenta depois de ser cuspido por ela. É limitar-se apenas até onde o atraso te permite chegar.
Sou "quase responsável" por meus atos 'perante a lei'. Acho a maioridade civil um tanto injusta. Há tantos 'maiores' imaturos quato 'menores' quase já passados. Se ela diz respeito à responsabilidade do homem pelos próprios atos, deveria, sem dúvidas, ser independente de uma idade, e sim da verdadeira maturidade.
Como instaurada, a maioridade atrasa uns e apressa outros que não coincidem com o crescimento pessoal aos 18 anos.
Contive tantos planos por estar limitada. E é triste, mas eu sei... completar 18 anos não quer dizer liberdade. Talvez ampliação de horizontes...
Mas não é bem nisso que eu prefiro acreditar.
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