ontem não faz tanto tempo assim.
Pela manhã foi tão bonito. O sol nascia, a brisa ainda gelada que sobreviveu da madrugada sendo aquecida pelos primeiros raios... Já no almoço te acertava em cheio e queimava a pele o sol da zenite. Ah, meu bem... pela tarde tomavas o café pra não fazer desfeita, disfarçando já ter comido na rua sem passar direto pela mesa posta. Pela noite não te via mais... Tão distante, teus olhos em outro céu que não aquele pra onde apontavam. Desprezei teu querer cerrar os lábios pra não dizer que a madrugada é que te faz bem, e já era noite de novo. Odiei você planejar sua próxima madrugada na nossa tarde, tomar aquele café com a barriga cheia. E ainda assim sorrir pra mim.
E ainda assim sorrir.
E hoje você me fita como quem diz que sente falta da maldita brisa.
Vá pro inferno com aquele café cheio de açucar que você tomou na rua.
~[Maria.]
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